Ricardo Bacelar

Concerto para Moviola

DVD ‘Concerto para Moviola’ eterniza show de Ricardo Bacelar





O pianista, compositor e arranjador Ricardo Bacelar está lançando ‘Concerto para Moviola’, registro em CD e DVD do show especialmente concebido para o Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, que acontece sempre durante o Carnaval, na cidade que empresta seu nome ao evento. Gravado no dia 20 fevereiro de 2015, no Teatro Via Sul, ‘Concerto para Moviola’ apresenta um repertório baseado nas pesquisas feitas por Ricardo sobre teclados analógicos dos grupos de jazz dos anos 1970 e 1980, a música brasileira e o uso do piano acústico.




O resultado é uma excelente mistura de clássicos do cenário jazzístico internacional, como ‘Birdland’ (Joe Zawinul), ‘So May It Secretely Begin’ (Pat Metheny) e ‘March Majestic’ (Bob Mintzer), pérolas da música brasileira, como ‘Sabiá’ (Chico Buarque/Tom Jobim), ‘Palhaço’ (Egberto Gismonti/ Geraldo Carneiro), ‘Água de beber’ (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes), ‘Setembro’ (Ivan Lins/ Vitor Martins/Gilson Peranzzetta) e ‘Nanã’ (Moacir Santos/ Mario Telles) e inspirados temas de Bacelar, como ‘Cordilheira’, ‘Moviola’, ‘Enquanto isso, chove...’ e ‘Apartheid blues’.




“Tive o cuidado em escolher músicas de que eu gosto muito. Fiz um disco que eu gostaria de ouvir, que me agradasse e que agradasse a meus amigos, que gostam de boa música”, diz Ricardo Bacelar (piano acústico e teclados), que foi acompanhado por Ronaldo Pessoa (guitarra), co-produtor do CD/DVD, Luiz Duarte (bateria), Miquéias dos Santos (contrabaixo), Marcus Vinicius Cardoso (violino), Maria Helena Lage (teclados e percussão), Hoto Júnior (percussão) e Marcio Resende (sax soprano, sax tenor e flauta). Gabriel Lage assina a direção e a edição do DVD, que aproxima o espectador ao criar um clima intimista, privilegiando cada músico em cena. 




‘Concerto para Moviola’ é o segundo disco solo de Ricardo Bacelar. O primeiro, ‘In natura’, foi lançado em 2001 e teve as participações especiais de Belchior, Frejat, Waldonys, Kátia Freitas e do Hanoi-Hanoi, grupo do qual Ricardo foi integrante e que fez muito sucesso com ‘Totalmente demais’ (Tavinho Paes/ Arnaldo Brandão/ Robério Rafael), em 1986. A música, também gravada por Caetano Veloso no mesmo ano, está de volta às paradas de sucesso na voz de Anitta e dá nome à novela das 19h, da Rede Globo. “Essa música insiste em ser sucesso há mais de 25 anos”, brinca Ricardo, que também é advogado e vice-presidente da OAB do Ceará. 




Ricardo atua em importantes discussões nacionais sobre direitos autorais, incentivo à cultura e é fiel incentivador da música nas escolas. Seu trabalho contra o plágio foi referência para todas as universidades do País.




Estudante de música erudita desde a juventude, Ricardo Bacelar define seu novo trabalho como “mais alegre, diferente do anterior, que era introspectivo”. O registro audiovisual de ‘Concerto para moviola’ eterniza a apresentação de músicos inspirados abordando temas inéditos e recriando ao vivo canções que soam como novas, sempre com a liberdade característica do jazz.




Além das mídias convencionais em CD e DVD, ‘Concerto para moviola’ também estará disponível em todas as lojas virtuais e serviços de streaming, como iTunes, Spotify, Deezer, Google Play, Apple Music e Rdio.  


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O repertório de ‘Concerto para moviola’ por Ricardo Bacelar:

 
Cordilheira (Ricardo Bacelar): Uma introdução em um clima viajante, para esquentar as turbinas.

Birdland (Joe Zawinul): É um clássico da banda americana Weather Report, muito importante no cenário do jazz dos anos 80, que ouvi muito na minha adolescência. ‘Birdland é o nome de uma casa de jazz de Nova Iorque, na qual Zawinul se inspirava nos solos de Charlie Parker. Na banda, o baixista Jaco Pastorius, considerado um dos melhores do mundo de todos os tempos e o tecladista Joe Zawinul, grande músico que também tocou com Miles Davis.

Killer Joe (Benny Golson): É um desenho do jazz contemporâneo. Gosto muito do arranjo do Quincy Jones, com metais, muito suingue e uma base mais pop.

So May it Secretely Begin (Pat Metheny): Esse é um compositor que me agrada muito e escuto há muitos anos, desde sempre. Acompanho todo o trabalho dele e essa música traduz suas melodias bem construídas.

March Majestic (Bob Mintzer): Essa música foi gravada pelo Yellowjackets, que é uma banda americana, também muito importante no fusion. Essa música do Bob Mintzer tem uma riqueza melódica e rítmica muito consistente.  

The Windmills of Your Mind (Michel Legrand): Gravamos com um arranjo mais moderno, trazendo um pouco mais de suingue. 

Senor Blues (Horace Silver): É uma música mais antiga, da década de 50, que foi gravada em um clima afrojazz, com muita percussão.

Moviola (Ricardo Bacelar): É uma música minha que inspira o nome do disco e lembra um pouco a linguagem do cinema. Moviola era uma máquina que fazia a montagem dos filmes em analógico. Você cortava os trechos dos filmes e colava as cenas na moviola. Colava a cena do beijo com a cena do final, deixava o rolo pendurado e fazia a sequência dos filmes. Essa composição faz parte de um imaginário.

Enquanto isso, chove... (Ricardo Bacelar): Fiz essa música há alguns anos, dedicada ao meu pai, que é pianista.

Sabiá (Chico Buarque/ Tom Jobim): É uma bela composição. Um primor de harmonia e caminhos melódicos surpreendentes.

Palhaço (Egberto Gismonti/ Geraldo Carneiro): Música muito conhecida do Gismonti, compositor por quem tenho muita admiração e, sempre que posso, toco alguma peça dele. Considero o Egberto Gismonti um grande gênio da música brasileira. Fizemos um baião ao final.

Apartheid Blues (Ricardo Bacelar): Outra música minha, que originalmente gravei com Frejat, do Barão Vermelho, fazendo o solo de violão.

Setembro (Ivan Lins/Vitor Martins/Gilson Peranzzetta): Uma peça que traz a habilidade harmônica do Ivan Lins que gravamos com andamento mais rápido.

Água de Beber (Tom Jobim/Vinicius de Moraes): Uma joia da música brasileira.

Nanã (Moacir Santos): Moacir Santos foi o grande maestro do arranjo e da composição brasileira.  ‘Nanã’ é uma música que vem cheia de percussão.

The Groove (Brian Culbertson/Larry Dunn): Fizemos a fusão do funk com o afoxé, misturando os temperos.

Blue Miles (Chick Corea): Chick Corea é um pianista e compositor que muito me inspirou. Ele me influenciou muito na minha adolescência e na minha forma de tocar. É um grande mestre que está ainda em atividade.